IRPF 2019: como declarar bens móveis carros, motos ou caminhões, compra venda ou financiado?

15/03/2019 em Contabilidade

Muitas pessoas têm dúvida como declarar na IR compra de um carro, moto ou caminhão, seja comprado à vista ou financiado. Se você está nessa condição, o Contador e Consultor Valdivino Sousa da Alves Contabilidade  explica como informar na sua Declaração.

Se você comprou ou vendeu um veículo no ano passado ou ainda possui um carro, moto ou caminhão adquirido anteriormente, tudo isso precisa ser declarado no seu Imposto de Renda de 2019 – que no caso se refere às transações e propriedades de 2018.

O que preciso declarar no IRPF?

De acordo com a Receita Federal, devem ser declarados por qualquer pessoa física os bens adquiridos e alienados no decorrer do ano-calendário. Isso inclui dívidas e ônus de compra e venda. Devem ser declarados obrigatoriamente veículos automotores, embarcações e aeronaves, independentemente do valor do bem.

Como devo declarar os veículos no IRPF?

Como é de costume todo ano na sua IRPF, carros, motos e caminhões devem ser declarados na aba “Bens e Direitos” com o código “21 – Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.” Em seguida, no campo “Discriminação”, informe os dados do veículo como marca, modelo, ano de fabricação e placa. É preciso também indicar a data da compra, os dados do vendedor como nome da pessoa ou da concessionária, se for o caso, CPF ou CNPJ e a forma de pagamento (à vista ou financiado).

Abaixo você encontra os campos “Situação em 31/12/2017 (R$)” e “Situação em 31/12/2018 (R$)”. Eles devem indicar quanto foi pago em cada ano. Ou seja, se você comprou o carro em 2018, o primeiro campo deve ficar em branco. Já o segundo campo deve conter o valor pago até o dia 31 de dezembro de 2018: será o valor integral (pagamento à vista) ou a soma da entrada mais as parcelas pagas (se for financiado). Nesse segundo campo, sempre informe o valor efetivamente pago ao longo do ano passado.

O Contador e Consultor Valdivino Sousa explica: “que não é preciso informar nenhum valor no campo Dívidas e Ônus, detalhando apenas no campo “Discriminação” que o veículo foi comprado com financiamento e quais as condições. Ainda assim, se você informar o saldo devedor no campo “Dívidas e Ônus”, fique tranquilo porque isso não o fará cair na malha fina”.

Se o carro tiver sido comprado em anos anteriores e já estiver quitado, é só repetir o valor total pago pelo carro nos dois campos – você pode usar o botão “repetir” e usar as mesmas informações da declaração passada. Lembre-se de que esses campos devem sempre conter o custo da aquisição, ou seja, o valor pago na compra. E o valor não muda com o passar do tempo. Você só poderá alterar esse valor se fizer alguma benfeitoria que valorize o carro, como instalar blindagem.

Informação importante

“Neste ano, você já deve incluir informações complementares como número do Renavam, ou o registro no correspondente órgão fiscalizador. Isso ainda não é obrigatório, mas já é interessante inserir no espaço determinado, pois a partir dos próximos anos será exigido”. Explica Valdivino Sousa.

Devo declarar o valor pago na compra ou o valor da tabela Fipe? 

No IRPF, é sempre declarado o valor pago na aquisição, ou seja, aquele pago ao comprar o veículo. Se este for financiado, declare somente os valores efetivamente pagos naquele ano: some o custo da entrada com as parcelas pagas até o dia 31 de dezembro. Na declaração seguinte, basta somar a esse valor os pagamentos efetuados até o dia 31 de dezembro do ano anterior e assim sucessivamente.

Gastos com o carro são dedutíveis do IRPF?

Gastos, diários como combustível, manutenção e revisões, programadas não são dedutíveis. Você só precisa declarar se fizer alguma benfeitoria que valorize o veículo. Isso te ajudará caso o veículo seja vendido com lucro em relação ao valor inicial de aquisição. Se a benfeitoria houver sido informada, o ganho de capital – seu lucro – será menor, gerando menos imposto a pagar.

Como declarar um veículo que sofreu perda total ou foi roubado?

Na aba “Bens e Direitos”, informe no campo “Discriminação” o fato ocorrido com o veículo (sem esquecer de colocar todos os dados do mesmo) e o valor recebido da seguradora, caso tenha sido indenizado. Coloque ainda os dados como nome e CNPJ da seguradora. No campo “Situação em 31/12/2018 (R$)”, deixe em branco.

Se – e apenas se – o valor recebido como indenização da seguradora for maior do que aquele pago na aquisição do veículo, você deverá declarar essa diferença. Nesse caso, acesse a aba “Rendimentos Isentos e Não tributáveis” e, na linha 2, informe essa diferença – coloque somente o que exceder o valor declarado para o veículo.

Caso tenha comprado outro veículo no mesmo ano, no campo “Discriminação”, insira as informações do novo veículo, o valor recebido da seguradora e os dados do vendedor. No campo “Situação em 31/12/2018 (R$)”, é só colocar o valor pago na aquisição.

Sou isento, mas comprei um carro. Preciso fazer a declaração do IRPF?

Não, se os seus rendimentos ao longo do ano forem menores do que o exigido e você for isento, não precisa preencher a declaração do IRPF. Caso não haja nenhuma outra obrigatoriedade, somente a compra do veículo não o obriga a declarar. A exceção é se o valor do veículo for superior a R$ 300.000 – nesse caso você, sim, é obrigado a declarar.

Como declarar a venda do carro no IRPF?

Na aba “Bens e Direitos”, no campo “Discriminação”, informe a venda do veículo citando a data da operação e os dados do comprador como CPF ou CNPJ. Isso vale também se tiver dado o carro como entrada na compra de outro veículo. No campo “Situação em 31/12/2018 (R$)”, deixe em branco. No campo referente ao ano anterior, mantenha o valor da declaração passada, que deverá ser sempre o custo da aquisição, sem alterações.

Lembre-se de que, se houver lucro na venda do carro, pode ocorrer e incidência de imposto. Nesse caso, no mês seguinte à venda, o contribuinte deve acessar o GCAP (Programa de Apuração dos Ganhos de Capital) e recolher o imposto sobre o ganho. Se isso tiver sido feito, basta importar o GCAP na aba “Ganhos de Capital” para o programa registrar automaticamente o recolhimento do imposto. Por outro lado, se isso não foi feito, haverá multa e juros além do recolhimento do imposto.

Como declarar um carro financiado?

Na aba “Bens e Direitos”, no código “21 – Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.”, vá ao campo “Discriminação” e informe os dados do veículo (marca, modelo, ano de fabricação e placa), data da compra, dados do vendedor (nome da pessoa ou da concessionária e CPF ou CNPJ) , a forma de pagamento, o valor total do carro, o valor da entrada, a quantidade total de parcelas e o número de prestações pagas até o dia 31 de dezembro do ano anterior.

No campo “Situação em 31/12/2017 (R$)”, deixe em branco. Em “Situação em 31/12/2018 (R$)”, coloque o total efetivamente pago naquele ano, que será a soma da entrada mais as parcelas pagas até 31 de dezembro. Se o financiamento houver sido adquirido em outro ano, coloque a soma do que foi pago até o dia 31 de dezembro de 2018, somados os valores pagos em anos anteriores.

Especialistas afirmam que não é necessário lançar na ficha “Dívidas e Ônus” o saldo de dívidas referente a aquisições de bens em prestações ou financiados nas quais o bem é dado como garantia do pagamento, tais como alienação do carro ao banco, financiamento de imóveis ou consórcio. Ainda assim, se você informar o saldo devedor no campo “Dívidas e Ônus”, fique tranquilo porque isso não o fará cair na malha fina.

Como declarar um consórcio de veículo?

No caso de consórcio, o correto é declarar todo o gasto com o consórcio ao longo do ano em “Bens e Direitos”, com o código “95 – Consórcio não contemplado”. No ano em você for premiado com o carro, deixe em branco o campo da situação no ano do exercício e abra um item novo sob o código “21 – Veículo automotor terrestre”. Você não deve lançar o consórcio como dívida e depois o carro como bem, de acordo com os especialistas.

Como declarar veículos em caso de cônjuges com declarações de IRPF separadas?

Se os cônjuges optarem por apresentar a Declaração de Ajuste Anual em separado, os bens devem ser declarados por apenas um deles. E não importa em nome de qual deles está a documentação do veículo.

Fonte: Alves Contabilidade

Saem as regras do Imposto de Renda 2019; declaração pode ser entregue a partir do dia 7 de março

06/03/2019 em IRPF

A Receita Federal divulgou, nesta sexta-feira, dia 22, as regras do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2019. O prazo para a entrega da declaração vai de 7 de março a 30 de abril de 2019, pela internet. Este ano, estarão obrigados a prestar contas ao Leão os contribuintes que receberam, em 2018, rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 28.559,70. O valor é o mesmo do ano passado.

Aqueles que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil também deverão apresentar a declaração de ajuste anual, assim como as pessoas que, em qualquer mês do ano passado, tiveram ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto, ou fez operações em Bolsas de Valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas

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A declaração também será obrigatória para os que, em 31 de dezembro do ano passado, tinham a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil.

A Receita Federal também receberá a declaração de quem optou pela isenção do IR sobre o ganho de capital resultante da venda de imóvel residencial, cujo valor foi usado para a compra de outro bem residencial no Brasil, num intervalo de 180 dias, contados da assinatura do contrato.

Ainda terá que declarar o cidadão que passou a residir no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro.

No caso da atividade rural, o acerto de contas deverá ser feito por quem obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 ou por quem queira compensar, no ano-calendário de 2018 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2018.

Quem não precisa declarar

Fica dispensado de serem informados os saldos em contas correntes abaixo de R$ 140, e os bens móveis, exceto carros, embarcações e aeronaves, com valor abaixo de R$ 5 mil.

Também não precisam ser informados os valores de ações, assim como ouro ou outro ativo financeiro, com valor abaixo de mil reais. As dívidas dos contribuintes que sejam menores do que R$ 5 mil — em 31 de dezembro de 2018 — também não precisarão ser declaradas.

Opção pelo desconto simplificado

O desconto simplificado — que dá direito à dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis na declaração — será limitado a R$ 16.754,34. Esse valor também é o mesmo do ano passado. Quem optar por ele perderá o direito a todas as deduções admitidas na legislação tributária.

Entrega da declaração

O preenchimento do formulário e o envio da declaração serão feitos por meio do Programa Gerador da declaração (PGD) referente ao exercício de 2019, online (com certificado digital), que estará disponível na página da Receita Federal.

Também estará disponível o serviço “Meu Imposto de Renda”, destinado a tablets e smartphones.

A multa a pagar em caso de atraso na entrega da declaração

A multa para o contribuinte que não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo será correspondente a 20% do imposto devido e é o mesmo de anos anteriores.

Prioridade de recebimento da restituição

Os contribuintes que enviarem a declaração no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, receberão mais cedo as restituições, se tiverem direito a ela. Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade, assim como aqueles que se dedicam ao Magistério. As restituições serão pagas de junho a dezembro, em sete lotes.

Exigência de CPF de todos os menores

Neste ano, serão exigidos CPF’s para todos dependentes incluídos na declaração. Em 2017, o CPF havia passado a ser obrigatório para crianças a partir de 12 anos e, no ano passado, a partir de 8 anos. A Receita também vai pedir de forma obrigatória mais informações sobre os bens dos contribuintes, como endereço, número de matrícula, IPTU e data de aquisição de imóveis, além do número do Renavam de veículos.

Imposto a pagar

O contribuinte que tiver imposto a pagar poderá dividir o valor em até oito cotas mensais, mas nenhuma delas pode ser inferior a R$ 50. O imposto de valor inferior a R$ 100 deve ser pago em cota única.

A primeira cota, ou a cota única, deverá ser paga até 30 de abril e, as demais, até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros.

As outras cotas devem ser pagas até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros (taxa Selic, atualmente em 6,5% ao ano). O contribuinte também pode antecipar, total ou parcialmente, o pagamento do imposto ou das cotas. Fonte Jornal Extra

E-Commerce: Seu negócio existe fora do ambiente onde ele está instalado?

26/02/2019 em Comercio

Pegando o gancho de um ditado popular: “quem não é visto não é lembrado”, eu aproveito para provocar as seguintes reflexões: De que forma o seu negócio é visto por seus potenciais clientes? A visão do negócio se restringe apenas ao local em que ele está instalado atualmente?

Se você não sabe a resposta da primeira pergunta e a resposta da segunda for “SIM”, cuidado!

A maioria das organizações que têm pretensões de além de se manterem no mercado, também expandirem os seus negócios, já começam a se planejar no sentido de atender a demanda e a mudança de comportamento dos consumidores no momento de fazerem as suas compras. É notório que o consumidor está deixando gradativamente de comprar em lojas físicas e estão migrando para as lojas virtuais.

Mas afinal o que é E-Commerce?

E-Commerce no sentido literal da tradução para o português significa “comércio eletrônico”, um modelo de comércio que permite ao consumidor a comodidade de realizar suas compras, sejam elas de produto ou serviço, por meio de plataformas eletrônicas, possibilitando realizar quaisquer que sejam as movimentações financeira para a realização do negócio, movimentações essas que são na maioria das vezes feitas por computadores ou meios eletrônicos como celulares e tablets.

A exemplo desse tipo de serviço, temos diversos modelos de lojas virtuais já consolidadas no mercado, sendo elas dos mais variados segmentos do varejo: cama, mesa e banho, loja de materiais esportivos, ferragens e ferramentas, eletrodomésticos entre outras centenas ou milhares de segmentos.

O mais interessante é perceber o quanto este tipo de comércio cresceu e se consolidou, sem falar na velocidade com que tudo isso aconteceu. Bem no início do modelo de vendas e negociações on-line, o modelo de E-Commerce era basicamente utilizado para vender produtos cujos valores eram relativamente baixos, como por exemplo: livros e CD’s. Nos moldes atuais o E-Commerce já possuem lojas que vedem produtos que custam milhões. Por meio de lojas on-line é possível comprar casas, apartamentos, iates, helicópteros, carros de luxo e tudo mais que você possa imaginar.

Não é brincadeira, o modelo de negócio está cada vez mais seguro, crescendo e se consolidando como uma das principais formas de se fazer compras, pois mesmo produtos que até bem pouco tempo era inimaginável que pudessem ser vendidos pela internet, hoje são amplamente comercializados, a exemplo temos: roupas, comida, perfumes e etc.

Devo investir em um comercio eletrônico para o meu negócio?

Sim, se a sua vontade é que o seu negócio obtenha uma boa fatia de receitas que esse tipo de comércio está produzindo.

Pesquisas realizadas por Ebit e Atlas demonstraram que o segmento de venda por meio do E-Commerce foi responsável por até 31% de todas as vendas/compras realizadas em 2017e que as empresas que já estão no mercado investem até 9% de suas receitas para ampliação e melhorias dos seus canais de venda.

O mercado é vasto e há ainda muito a ser explorado. Estamos tratando de cifras bilionárias, de taxas de conversões em vendas baixíssimas, tudo podendo ser melhorado e fazer com que o setor cresça a uma velocidade gigantesca. A prova disso está no crescimento de mais de 20% no faturamento em 2017 em relação ao ano anterior.

De que forma você imagina a sua loja daqui a alguns anos?

Todas as pesquisas realizadas com o intuito de tentar captar a percepção dos empresários varejistas mais atentos a essas mudanças, apontam que grande parte deles já têm um ideia de como o negócio deveria funcionar em um futuro bem próximo, sendo o elemento principal que é citado é sempre a utilização detecnologias para a otimização de processos e expansão dos canais de vendas e relacionamento com o cliente. É verdade que a tecnologia marcará boa parte dessas grandes transformações, mas não é sozinha que ela irá continuar revolucionando as experiências de compra e venda. A mudança culminará em lojas com cada vez menos funcionários e mais automatizada e ainda assim muito mais baseada nos serviços do que na própria venda. É importante entender a dinâmica do negócio a fim de fazer bom uso de todos os recursos disponíveis para se adaptar às demandas de consumo dessa nova geração.

Conhecer o cliente é importantíssimo na hora de decidir em que tecnologia você irá investir. Saber onde ele busca informações e que tipo de dados os convencem a realizar uma compra fará com que o investimento em tecnologias adequadas venha surtir resultados ainda mais significativos para o seu negócio.

Quais as vantagens de ter uma loja on-line (E-commerce)?

  • Possibilidade de venda 24h por dia, de domingo a domingo;
  • Redução de custos operacionais;
  • Entrega de um “serviço de venda” personalizado ao cliente;
  • Possibilidade de oferta de um mix de produtos muito maior que na loja física;
  • Padronização dos processos;
  • Atender clientes que antes não estavam no seu raio de alcance;
  • Possibilidade de aumentar consideravelmente o seu faturamento;
  • Uma loja on-line é um marketing para o seu negócio, pois poderá ser encontrada por qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo.

Viu como parece muito bom investir em tecnologia e inovação para o seu negócio? E realmente é, mas antes de o fazer pense em duas coisas básica que lhe ajudarão durante o processo: a tecnologia deve estar a favor do seu público alvo a fim de melhorar suas experiências de compra ,e em relação à empresa, a tecnologia deve ser um importante instrumento de redução de custos.

Para finalizar deixo aqui uma frase bem interessante e que tem sua autoria geralmente atribuída a Bill Gates (fundador da Microsoft):

“Se o teu negócio não está na internet, teu negócio não existe.”

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Um forte abraço e até a próxima!